Prezados cristãos e amigos,
As três " IRMÃS" que nos referimos, são elas: a fé, a emoção e a razão. A existência humana é marcada pela interação de diversos elementos, como corpo, alma e espírito, que se manifestam através de sentimentos, emoções, desejos e vontades. A emoção, inerente à nossa natureza, é fundamental para a experiência humana. Ao lado da emoção, a razão, capacidade de raciocínio que nos distingue, nos permite processar informações, criar e interagir com o mundo.
A fé, presente em nosso espírito, nos conecta a uma dimensão espiritual, possibilitando a compreensão de conceitos religiosos e a crença em uma força criadora. No entanto, em determinadas situações, pode haver conflito entre emoção, razão e fé. Essa desarmonia, que se manifesta por meio de divergências e contradições internas, dificulta o equilíbrio e a harmonia do ser.
É fundamental estabelecer uma harmonia entre a emoção, a fé e a razão. É preciso discernir as particularidades de cada uma: a emoção, a fé e a razão. Deve-se buscar um equilíbrio e uma coerência. Não se pode pautar a conduta exclusivamente pela emoção, pela razão ou pela fé. É imperativo considerar a relevância de cada um desses aspectos, sem negligência. O objetivo é manter a estabilidade e a constância na relação entre fé, razão e emoção. É crucial considerar as consequências de agir primordialmente por apenas um desses elementos. O cristão, por exemplo, não deve agir unicamente com base na fé ou na emoção. A razão, por vezes, pode gerar conflitos com a fé, com a emoção, ou com ambas simultaneamente.
Romanos Cap. 12 | ARC
1 Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
2 E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
3 Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.
4 Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação,
5 assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros.
6 De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: se é profecia, seja ela segundo a medida da fé;
7 se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino;
8 ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria.
9 O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem.
10 Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.
11 Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor;
12 alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;
@aplicativo da bíblia
Em Romanos, encontramos a orientação de que nosso culto a Deus deve ser racional. Isso implica em compreender, através da razão, o significado de nossas ações e crenças, sem deixar que as emoções nos dominem completamente. Ao mesmo tempo, é essencial cultivar uma fé inteligente, fundamentada nas Escrituras, dinâmica, equilibrada e livre de extremismos ou fanatismos. Essa fé deve ser coerente com os ensinamentos bíblicos e verdadeiramente a fé que Deus deseja que tenhamos.
A razão, nossa capacidade cognitiva, é a faculdade que o Criador nos concedeu através do intelecto. Ela engloba nossos pensamentos, nossa capacidade de compreensão, raciocínio, processamento de informações e interação com o mundo ao nosso redor. As emoções, por sua vez, estão ligadas aos sentimentos e vontades que emanam do coração. A busca por uma vida espiritual saudável exige harmonia e equilíbrio entre a razão e a emoção.
Ao examinar Romanos 12, somos instruídos por Paulo a apresentar um culto racional. A racionalidade, nesse contexto, diz respeito ao entendimento e à compreensão, em oposição à mera emoção. O culto, direcionado ao Criador, envolve a esfera espiritual, a conexão do nosso espírito com o Espírito de Deus, e, portanto, a fé. A razão e a fé, assim, caminham lado a lado, em equilíbrio.
O texto bíblico não aborda explicitamente as emoções. Contudo, na prática contemporânea, observa-se frequentemente a mistura da emoção com a fé e com a razão, ou a predominância da razão sobre a fé, ou vice-versa, gerando conflitos. Essa dinâmica, contudo, não se coaduna com a mensagem original. O culto, para ser autêntico, deve ser racional e consciente.
Nossa adoração, louvor, devoção e comunhão, todas as práticas cristãs, devem ser guiadas pela fé, mas com consciência, discernimento e bom senso. Embora o ser humano seja naturalmente emotivo, as emoções devem ser equilibradas e controladas, integrando-se à razão e à fé, em harmonia. É imperativo, portanto, buscar o equilíbrio, o controle e o bom senso entre esses aspectos da experiência humana.
Conclusão
Em suma, torna-se imprescindível discernir emoção de fé e fé de razão. É crucial analisar cada um desses elementos, agindo com equilíbrio e moderação. Devemos empregar nossas emoções, nossa fé e nossa razão de maneira apropriada, considerando o momento e a intensidade adequados. Evitar ações ditadas unicamente pela emoção, pela razão ou pela fé é fundamental. A postura excessivamente emotiva, racional ou espiritualizada pode ser prejudicial. É imperativo buscar a compreensão e a harmonia entre esses três componentes – fé, razão e emoção –, mantendo o equilíbrio e o controle.
Um forte abraço e que Cristo Jesus te abençoe muito!
Márcio de Medeiros
Data: 16/01/2026


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